População estrangeira cresce e reforça economia dos Açores
Novo relatório da AIMA revela o crescimento da população imigrante nos Açores, impulsionando a economia regional e mitigando o envelhecimento demográfico insular.
O mais recente Relatório de Migrações e Asilo 2025, publicado pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), revela que a população estrangeira residente nos Açores atingiu números históricos, consolidando a região como um polo de diversidade e integração migratória em Portugal.
De acordo com os dados oficiais, a 31 de dezembro de 2025 os Açores registavam milhares de cidadãos estrangeiros distribuídos por todos os concelhos das ilhas. Ponta Delgada lidera com 3.630 residentes estrangeiros, seguida por Horta (1.297), Angra do Heroísmo (1.015) e Ribeira Grande (627). Outros concelhos, como Lagoa (São Miguel), Vila do Porto, Lajes do Pico e Santa Cruz da Graciosa, também apresentam comunidades estrangeiras significativas, refletindo uma presença transversal em todo o arquipélago.
A análise do relatório destaca o equilíbrio de género entre os residentes estrangeiros nos Açores, com uma distribuição próxima entre homens e mulheres. Por exemplo, em Ponta Delgada, dos 3.630 estrangeiros, 1.865 são homens e 1.765 são mulheres. Este padrão repete-se em outros concelhos, evidenciando uma integração familiar e social cada vez mais consolidada.
A origem dos migrantes é diversificada, com destaque para cidadãos oriundos do Brasil, países da CPLP, Índia, Nepal e Bangladesh, acompanhando a tendência nacional de crescimento de comunidades do subcontinente indiano e do espaço lusófono. Esta diversidade contribui para o rejuvenescimento demográfico das ilhas e para a dinamização de setores estratégicos da economia local, como o turismo, a agricultura e os serviços.
O relatório sublinha o papel fundamental da rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), que cobre todo o território açoriano. Estes centros, em parceria com entidades públicas e privadas, asseguram apoio especializado em áreas como regularização documental, acesso à saúde, educação e aprendizagem da língua portuguesa, promovendo uma integração mais célere e eficaz.
Em 2025, a AIMA reforçou a capacidade administrativa e operacional, permitindo a resolução de processos pendentes e a emissão célere de títulos de residência. O atendimento presencial e digital foi intensificado, com milhares de agendamentos e atendimentos realizados, garantindo proximidade e qualidade no serviço prestado aos cidadãos estrangeiros.
A presença estrangeira nos Açores é vista como um fator de coesão social e desenvolvimento económico. O relatório destaca que a imigração tem sido essencial para mitigar os efeitos do envelhecimento populacional e para responder às necessidades de mão-de-obra em setores fundamentais. Além disso, a integração de crianças e jovens estrangeiros nas escolas açorianas contribui para sociedades mais coesas e preparadas para o futuro.
Em síntese, o Relatório de Migrações e Asilo 2025 confirma que os Açores são hoje uma região aberta, plural e dinâmica, onde a população estrangeira desempenha um papel central na vitalidade económica, social e cultural das ilhas.
Diário Insular (





