Descargas caem 61% e vendas recuam 44%
As descargas de pescado nas lotas dos Açores caíram 60,8% em julho, para 1.344,4 toneladas, enquanto o valor comercial diminuiu 43,8%, para 5,5 milhões de euros. Os dados são divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), com base na informação da Lotaçor.
A quebra no volume de pescado descarregado foi acompanhada por uma redução de 10,1% no valor das vendas face a junho, enquanto, em termos homólogos, o valor diminuiu 43,8%. Comparativamente ao mês anterior, as descargas recuaram 4,9%.
Apesar da forte redução das quantidades transacionadas, o preço médio do pescado descarregado aumentou 43,1% relativamente a julho de 2025, fixando-se em 4,05 euros por quilograma. Face a junho, contudo, registou uma descida de 5,4%.
O peixe representou a esmagadora maioria das descargas efetuadas em julho, com 1.274,6 toneladas, correspondentes a 94,8% do volume total e a 83,8% do valor das vendas. Os moluscos ficaram em segundo lugar, com 68,5 toneladas, equivalentes a 5,1% do volume e a 15,8% do valor. Os crustáceos tiveram uma expressão residual, com cerca de 1.256 quilogramas, representando 0,1% do volume e 0,3% do valor.
São Miguel concentrou a maior parcela das descargas, com 39% do volume regional e 36,5% do valor total das vendas. Santa Maria foi responsável por 21,6% do pescado descarregado, mas por apenas 9,9% do valor, enquanto o Faial representou 17% do volume e 16,4% do valor.
A Terceira respondeu por 7,6% das descargas e por 15,8% do valor comercializado, uma diferença que traduz um preço médio superior ao verificado em várias das restantes ilhas. São Jorge representou 7,2% do volume e 6,2% do valor, enquanto o Pico alcançou 5,1% das descargas e 7,5% do valor.
Nas restantes ilhas, a Graciosa concentrou 1,6% do volume e 4% do valor, as Flores 0,7% e 2,5%, respetivamente, e o Corvo 0,3% do volume e 1,1% do valor.
As diferenças entre quantidade descarregada e valor obtido são particularmente evidentes nos preços médios por ilha. O Corvo apresentou o valor mais elevado, com 14,87 euros por quilograma, seguido pelas Flores, com 14,55 euros, e pela
Graciosa, com 10,24 euros.
A Terceira registou um preço médio de 8,45 euros por quilograma, enquanto o Pico atingiu 5,97 euros. No Faial, o valor foi de 3,92 euros e em São Miguel de 3,80 euros. São Jorge apresentou 3,53 euros e Santa Maria teve o preço médio mais baixo, com 1,86 euros por quilograma.
Os dados estatísticos não incluem pescado rejeitado, caldeirada ou algas não destinadas ao consumo humano. O destaque mensal do SREA procura acompanhar a evolução das descargas em lota, em volume e valor, tendo como fonte a informação disponibilizada pela Lotaçor.
Diário Insular (25/08/2026)





