Hemodinâmica reforça saúde na Terceira
Câmara empresarial considera que a nova unidade reforça a capacidade do hospital terceirense e melhora o acesso regional a cuidados diferenciados.
A Câmara de Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo (CCIAH) considera que a inauguração da unidade de hemodinâmica do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), realizada a 18 de agosto, reforça a capacidade assistencial daquela unidade e melhora a equidade no acesso a cuidados de saúde diferenciados nos Açores.
Em comunicado, a CCIAH sublinha que a nova valência representa um investimento aguardado há vários anos e considera que a sua entrada em funcionamento contribui para aumentar a complementaridade e a redundância do Serviço Regional de Saúde (SRS), permitindo reforçar a resposta disponível fora de São Miguel.
A associação empresarial destaca ainda o percurso complexo que antecedeu a concretização do serviço, recordando que a secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, reconheceu publicamente que a decisão sobre a criação da unidade não dependia de uma decisão individual, mas do Conselho de Governo. Nesse sentido, atribui aos órgãos de decisão política a responsabilidade pela concretização do investimento.
Para a CCIAH, a hemodinâmica junta-se a outros investimentos realizados no HSEIT, nomeadamente os que têm vindo a reforçar a capacidade da unidade hospitalar. A associação considera que, desde a inauguração do hospital e, posteriormente, da unidade de radioterapia, não tinha sido concretizado na Terceira um investimento desta dimensão na área da saúde regional.
A Câmara de Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo relaciona estes investimentos com a necessidade de assegurar redundância no SRS e melhorar o acesso dos residentes das diferentes ilhas a cuidados diferenciados. A organização empresarial afirma que esta tem sido uma das áreas que tem acompanhado ao longo dos últimos anos.
A CCIAH destaca também as declarações do presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, durante a inauguração, relativas à necessidade de ultrapassar os "bairrismos". A associação entende que a essa preocupação deve ser acrescentada a necessidade de combater soluções centralizadas na organização dos serviços regionais.
Segundo a posição divulgada, tanto o bairrismo como o centralismo podem comprometer a coesão territorial e aumentar os custos associados à prestação de serviços públicos numa Região marcada pela dispersão geográfica. A CCIAH defende, por isso, que as decisões na área da saúde devem contribuir para uma distribuição equilibrada das respostas e para a utilização eficiente dos recursos públicos.
A organização empresarial já disse entender que a descentralização de valências hospitalares deve ser acompanhada pela definição clara das responsabilidades de cada unidade e pela garantia de meios humanos, técnicos e financeiros adequados à sua continuidade.
A associação considera que a entrada em funcionamento da hemodinâmica constitui um marco relevante para o sistema regional de saúde, sobretudo pela possibilidade de assegurar na Terceira uma resposta diferenciada que anteriormente obrigava, em determinadas situações, à deslocação de doentes.
A CCIAH manifesta ainda disponibilidade para acompanhar e colaborar em iniciativas destinadas a reforçar a coesão territorial e a qualidade dos serviços públicos essenciais nos Açores, defendendo que esse acompanhamento deve ser feito de forma construtiva e com responsabilidade económica e financeira.
Diário Insular (20/08/2026)





