Doença de Newcastle | Informação

A Doença de Newcastle é uma doença viral que afeta principalmente as aves, podendo ocorrer tanto em aves domésticas como em aves selvagens.
A deteção do vírus em aves selvagens determina a necessidade de reforçar as medidas de vigilância e prevenção, de forma a evitar a sua disseminação para aves domésticas e reduzir o risco de exposição das pessoas.
O risco para a população em geral é considerado baixo.
A infeção humana pelo vírus da Doença de Newcastle é rara e está habitualmente associada a contacto próximo e direto com aves infetadas ou com materiais contaminados pelas suas secreções e excreções, em ambientes onde a carga viral possa ser elevada, nomeadamente aviários e capoeiras.
Quando ocorre infeção em pessoas, esta manifesta-se geralmente de forma ligeira, podendo provocar principalmente conjuntivite, sendo habitualmente autolimitada.
O risco é particularmente reduzido quando são adotadas medidas adequadas de higiene e proteção individual durante o contacto com aves doentes ou cadáveres.
Por este motivo, deve ser evitado o contacto desnecessário com aves selvagens doentes, moribundas ou mortas.
Se uma pessoa tiver contactado diretamente com uma ave suspeita, na maioria das situações, não há motivo para alarme.

Sempre que seja necessário contactar com aves doentes, moribundas ou cadáveres, recomenda-se:
• Utilização de equipamento de proteção adequado, nomeadamente luvas descartáveis, máscara de proteção individual;
• Evitar tocar nos olhos, nariz ou boca durante o manuseamento das aves;
• A presença de aves selvagens mortas, moribundas ou com sinais clínicos suspeitos deverá ser comunicada aos Serviços Veterinários Oficiais, evitando-se a manipulação desnecessária dos animais;
• Após contacto com os Serviços e quando não seja necessária a recolha da ave para investigação, o cadáver deve ser enterrado, evitando o contacto direto e impedindo o acesso de outros animais ao local de eliminação;
• O enterramento fica ao cuidado e responsabilidade das entidades e dos proprietários (públicos ou privados) com tutela ou posse do espaço onde o cadáver se encontra (vias públicas, parques, terrenos, habitações, etc.);
Instruções para o enterramento:
 utilização de luvas descartáveis;
 acondicionamento prévio em saco fechado (se não for possível enterrar no local onde foi encontrado);
 enterramento suficientemente profundo para impedir o acesso por cães, gatos, ratos e aves necrófagas;
 afastamento de linhas de água, poços e captações;
 desinfeção do material utilizado;
 lavagem das mãos após a operação.
• Lavar cuidadosamente as mãos com água e sabão após qualquer contacto com aves, cadáveres, fezes ou materiais potencialmente contaminados;
Estão proibidas, nesta fase, todas as feiras, mercados, exposições e outros ajuntamentos de aves detidas, sem autorização da autoridade competente – Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação.
A colaboração das entidades e dos profissionais que desenvolvem atividade no terreno é fundamental para garantir a deteção precoce de aves suspeitas, a adequada notificação das ocorrências e a proteção da saúde animal e da saúde pública.
Os Serviços Veterinários Oficiais manterão a vigilância da situação epidemiológica e prestarão as orientações que se revelem necessárias.
Para divulgação, pelos meios que entenderem mais adequados, segue em anexo “Flyer” informativo.


A DRAVA/DSVA continuará a acompanhar a evolução da situação e prestar os esclarecimentos que se revelem necessários.