Quebra no alojamento local impacta em cerca de 30 ME a economia da Região
Estimativa da ALA face à descida de quase 80 mil dormidas no setor. CCIPD volta a alertar para a perda de competitividade.
A Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) e a Associação de Alojamento Local dos Açores (ALA) estão preocupados com as descidas das dormidas nos alojamentos turísticos da Região, com base nos dados divulgados ontem pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
A ALA alerta que a descida de cerca de 80 mil dormidas face ao mesmo período do ano anterior traz um impacto de cerca de 30 milhões de euros na economia.
“ São milhões de euros que deixaram de chegar ao alojamento, restauração, comércio, rent-a-car, animação turística, transportes e restantes empresas que dependem do turismo”, alerta a associação.
Segundo a ALA, estas quebras “colocam em causa a sustentabilidade” das empresas do setor, cuja quebra “é sentidaa dobrar”.
Apesar da descida no primeiro semestre deste ano no setor, a associação salienta que o inverno IATA é a maior preocupação do setor. Por isso, a ALA pede “medidas concretas que reforcem a acessibilidade aérea durante a época baixa”.
CCIPD volta a alertar para a perda de competitividade
Os empresários das ilhas de São Miguel e de Santa Maria alertam para a “a tendência prolongada de perda de competitividade do destino Açores”.
A CCIPD, em nota de imprensa, está preocupada com a quebra homóloga no primeiro semestre do mercado estrangeiro (-1,9%), das dormidas em São Miguel na hotelaria e alojamento local (-5,0%) e do alojamento local em toda a Região (-9.8%).
Os empresários pedem igualmente que o SREA publique os proveitos do alojamento local nos relatórios, algo que já acontece com a hotelaria e o turismo em espaço rural.
Face a estes dados, a CCIPD afirma que “confirma os alertas que tem vindo a fazer ao longo dos últimos meses.
Os empresários pedem, por isso, reforço da conectividade aérea, captação de novas rotas e operadores, aumento do investimento na promoção externa e da adoção de medidas que reforcem a competitividade do destino Açores para fazer face à
redução da oferta aérea, à falta de concorrência entre companhias, o aumento dos custos e a insuficiência da promoção internacional.
Açoriano Oriental (01/08/2026)





