SATA volta a discriminar a Ilha Terceira CCIAH solicita reposição imediata da equidade pela tutela

SATA volta a discriminar a Ilha Terceira

CCIAH solicita reposição imediata da equidade pela tutela

A Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo (CCIAH) manifesta a sua profunda indignação perante o anúncio do reforço da operação aérea para a época de Natal e Ano Novo, que inexplicavelmente exclui por completo a Ilha Terceira.

Num momento em que a companhia aérea regional continua a ser paga por todos os Açorianos, é absolutamente inaceitável que seja a própria SATA a promover o divisionismo dentro da Região, tratando de forma desigual cidadãos que devem ter os mesmos direitos de mobilidade, independentemente da ilha onde residem.

Não existe qualquer justificação operacional, económica ou estratégica para esta decisão, que penaliza a segunda maior economia dos Açores e compromete a mobilidade das famílias e das empresas.

Acresce que os empresários da Ilha Terceira têm realizado, nos últimos anos, um investimento significativo no desenvolvimento turístico, cumprindo plenamente a sua parte na afirmação da ilha como destino credível e competitivo. Não pode ser uma companhia pública, como a SATA, a limitar esse esforço, destruindo valor e travando o crescimento económico que a iniciativa privada tem promovido com determinação.

Importa ainda referir que não é aceitável a crescente centralização dos voos na ilha de São Miguel, particularmente em Ponta Delgada, que tem vindo a ser promovida pela atual administração da SATA. Esta estratégia, além de penalizar diretamente a Terceira e as restantes ilhas, representa um acréscimo claro nos custos operacionais da própria companhia e dificulta a mobilidade de todos os Açorianos, criando um modelo de transportes desequilibrado e ineficiente.

Face ao conjunto destas decisões, torna-se cada vez mais difícil não concluir que existe, por parte da companhia, uma postura que transmite a clara impressão de um orgulho mal-entendido e de uma vontade persistente em prejudicar especificamente a Ilha Terceira. O sentimento generalizado entre empresários, instituições e cidadãos é o de que a Terceira tem sido alvo de uma atuação discriminatória e repetida, incompatível com a missão pública, regional e integradora que a SATA está obrigada a cumprir.

A CCIAH solicita à Senhora Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Dra. Berta Cabral, que intervenha no sentido de corrigir esta situação e assegure, com urgência, a reposição do princípio de equidade na distribuição das ligações aéreas entre todas as ilhas.

Os Açores precisam de uma companhia aérea regional que una a Região, não que a divida.