Mercado de Exportação de Angola

Terceira maior economia da África Subsaariana e segundo maior produtor petrolífero do continente africano, Angola é um país rico em recursos naturais – com destaque para o setor dos hidrocarbonetos, que representa cerca de 50% do PIB e 90% das exportações (baseadas em commodities e pouco diversificadas).

A agricultura de subsistência constitui o principal recurso para a maioria da população, designadamente em termos de emprego. Todavia, são importados cerca de 50% dos produtos alimentares consumidos (ITA, 2022). Angola possui uma crescente população jovem, sendo a produtividade laboral baixa. Apesar do seu grande potencial, e do papel crucial no relançamento das economias locais, o turismo e o retalho sofrem um acentuado défice de infraestruturas, desde infraestruturas hoteleiras a vias de transporte.

Após intensificar-se em 2022 (para 3,0%) – em virtude do aumento da cotação e da produção petrolíferas e do melhor desempenho das indústrias extrativa e da construção –, o crescimento do PIB real estagnou em 2023 (0,5%), segundo estimativas da EIU, devido à quebra na produção de petróleo (não obstante a expansão da produção de diamantes, gás natural e serviços) e considerando a cessação do subsídio ao petróleo. Tal crescimento deverá acelerar em 2024 (2,5%), com o reforço da produção petrolífera e do setor não-petrolífero (setores mineiro, agrícola e do gás natural) e incentivos fiscais, devendo as exportações totais registar um aumento. É de referir que, no final de 2023, o país abandonou a OPEP, procurando maior flexibilidade para promover a sua produção de petróleo. A inflação deverá acentuar-se para 19,4% em 2024.

Como potenciais oportunidades de investimento, salientam-se os setores farmacêutico, agroindustrial, do calçado, das energias renováveis e das TIC.

Fonte: Portugal Exporta (01/2024)

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